Renascendo das cinzas

9 de Maio de 2013
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Tal como a legendária fénix (ou Fawkes, se for um fã do Harry Potter), um certo número de planetas semelhantes à Terra foram avistados renascendo das cinzas de um par de estrelas totalmente esgotadas, a muitos anos-luz do nosso sistema solar. 

Seguindo o mesmo tema de criaturas míticas, as estrelas são conhecidas por “anãs brancas”. São os restos pequenos e de brilho débil de estrelas que já foram como o nosso Sol. Este par de anãs brancas encontra-se num jovem enxame de estrelas. Antes desta descoberta, a procura de planetas em enxames não tinha mostrado sucesso. Atualmente conhecem-se cerca de 800 planetas fora do nosso sistema solar e são chamados de “exoplanetas”. De todos estes mundos alienígenas apenas quatro foram encontrados a orbitar estrelas dentro de enxames como este!

No entanto, isto provavelmente não significa que os planetas não se formem nos enxames de estrelas. Apenas é extremamente difícil encontrar os pequenos e débeis planetas. Os enxames de estrelas são jovens e altamente ativos e produzem poderosas explosões de energia que ofuscam os finos detalhes do sistema solar. Até num sistema relativamente tranquilo, encontrar um planeta a orbitar um Sol distante é como tentar encontrar um pirilampo em frente a um fogo de artifício.

As observações mostram, que estes planetas em particular, provavelmente obtiveram o seu material rochoso de asteróides. Os asteróides foram provavelmente despedaçados pelos poderosos campos gravitacionais das anãs brancas (100.000 vezes mais intensos que o da Terra!)

O material pulverizado foi arrastado formando o anel que rodeia as estrelas “aposentadas”. Esta imagem é uma ilustração do que se veria de perto. Dentro do disco os pedaços de rocha colidiriam entre si, unindo-se e formando fragmentos cada vez maiores até que eventualmente nasça um novo planeta.


Cool Fact!

As probabilidades são muito baixas, mas é possível existir vida num planeta a orbitar uma anã branca. No entanto, para que tal acontecesse, o planeta teria de se encontrar extremamente perto da anã branca para que as suas temperaturas possibilitassem a presença de água líquida. Isto deve-se ao facto das anãs brancas terem esgotado todo o seu combustível e as reações nucleares que geram as grandes quantidades de calor que emitem as estrelas “vivas” (como o nosso Sol) já não se produzem nos seus núcleos.

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This Space Scoop is based on a Press Release from:
ESA
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